Dê Vaneios


Brecht

Essa semana tive outro contato com Bertolt Brecht por meio de um documentário sobre sua vida e obra. É estranho como muito do que se escreveu ainda soa autêntico (e não é só com ele). Seus textos e peças são fundamentais e essenciais. Não precisam mais do que aquilo que apresentam. "What you see is what you get"! A lógica ainda é a melhor ferramenta para se olhar pela janela. Sejamos todos óbvios!!!

Outro ponto interessante desse documentário foram os depoimentos de estudiosos, amigos e até uma de suas filhas. A trajetória do autor, rotulado algumas vezes de trotskista, outras de um "perigoso sem partido", e suas relações (foi amigo de Walter Benjamin, dentre outros) revelam muito do que está contido em sua obra. Recomendo!

"Com o saco seminal cheio, qualquer mulher é uma Afrodite". - Bertolt Brecht



Escrito por Murillo às 11h28
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CARNAVAL REVOLUÇÃO 2008! - O ÚLTIMO!

60 horas ininterruptas de palestras, debates, oficinas, vídeos, shows, festas, performances e faça-você-mesmo. Café da manhã, almoço, lanches e jantar vegano (sem nenhum ingrediente de origem animal).

Presenças confirmadas:
John Zerzan (EUA),
Jesus Sepúlveda (Chile),
Gato Negro (BH),
Erva Daninha,
FARJ (RJ) e mais...

Dias 2, 3 e 4 de Fevereiro em São Paulo - SP
R$ 6,00 (Por dia, exceto festas. Alimentação não inclusa.)

Sem drogas ou álcool no local e ao fumar seu cigarro use o bom senso.
Informações: (11) 3255.5274
Assessoria de imprensa: (31) 8722.4374 ou (31) 9778.1368

http://www.carnavalrevolucao.org



Escrito por Murillo às 14h57
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Cidade Limpa

Penso que nunca verei
Um outdoor belo como uma árvore.
Talvez, a menos que os outdoors caiam,
Eu jamais verei árvore alguma.

I think that I shall never see
A billboard lovely as a tree.
Perhaps, unless the billboards fall,
I`ll never see a tree at all.

Ogden Nash, Song of the Open Road, 1933.
Parodia do poema de 1914 Trees de Joyce Kilmer .
I think that I shall never see
A poem lovely as a tree.
(...)

Fonte: http://www.sopadeletrinhas.com.br/2007/10/cidade-limpa.html



Escrito por Murillo às 17h07
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Vem e vai, vai e vem
No trem das onze tem alguém?
Festa das bundas e da alegria
E tudo o que não te mostram durante o dia
Cala a boca e diz amém
Amanhã é tudo de novo
Arroz, feijão, salada e um ovo

- Murillo Martins



Escrito por Murillo às 01h20
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Navalha

Na correria diária
Chamada de a arte de crescer
Procuramos por uma inocência nas estrelas
Para sermos levados de volta ao tempo em que éramos mais jovens
Quando não existia desistência
Das pessoas que carregávamos no peito

Sim, é de você que me lembro naquele brilho
Foi você quem me tirou meu primeiro
É em você que eu espelho meus padrões... para tudo na vida
Eu não conheci nenhum outro você desde que você esteve comigo.

Um breve golpe com uma navalha me corta
Eu pirei, pensando que as pessoas não me amavam
Acompanhei de perto enquanto quem eu conhecia me esquecia
E deixando pra lá, estou muito orgulhoso do que eu fiz

De certa maneira, falhei com a religião
Cuspi o vinho da boca para o copo
E busquei algo mais que apenas o seu Deus
Tio, você não poupou suas crianças
E enquanto ergue suas mãos para orar
Não existe perdão para você! Seu doente desgraçado!

É de você que eu me lembro no quarto deles
Foi você quem tirou o primeiro deles
Foi em você que eles se espelharam
Você os feriu para o resto da vida
Você era um pregador e deveria estar acima dos homens

Um breve golpe com uma navalha me corta
Eu pirei, pensando que as pessoas não me amavam
Acompanhei de perto enquanto quem eu conhecia me esquecia
E deixando pra lá, estou muito orgulhoso do que eu fiz.

Música: Razorblade by Blue October
Tradução: Murillo Martins



Escrito por Murillo às 09h57
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Cansou?!

Devidamente "sapecado" do blog da Mara que, por sua vez, tungou de outro blog.



Escrito por Murillo às 16h16
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Quem é louco? Pergunto à senhora.
Aquele que ri ou aquele que chora?
 
Fôssemos todos loucos... loucos de dar nó
Doidos de pedra, banhados em chuva
Fumando cachimbos
Pulando num pé só.
 
- Murillo Martins


Escrito por Murillo às 11h15
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Haikai

Que maravilha
cachecol e sonetos
sob o céu de baunilha.

- murillo martins



Escrito por Murillo às 00h03
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Desespero
     depressão
fiéis companheiros
      da solidão

- murillo martins



Escrito por Murillo às 14h38
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Aurora

Que a estrada contemple
os anseios da essência
e que a raiva
contida
seja mantida
em virtude da luta
não rancorosa
ora atribuída
por toda existência

- murillo martins



Escrito por Murillo às 15h12
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Conjecturas

Sempre fiz bolinhos supérfluos
anexados ao paradoxo colossal das montanhas de chantily
Sou o cara que vai fazer as aranhas vermelhas se sentirem
tão inflacionadas quanto um sanduíche de cinta liga
e fazer mangueiras adaptarem vibra calls em qualquer litro de pena



Escrito por Murillo às 16h25
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O preço da carne

por Elen Lima

Quarenta e três mil litros de água e seis metros de floresta tropical desmatada¹. Esta é parte do preço que você e o planeta pagam por apenas um quilo de carne vermelha, que mais tarde, pode se transformar em um suculento bife no seu prato. Para ter noção, a quantidade de água é suficiente para o consumo de 210 pessoas. Se para cada quilo de carne produzido são necessários quatro quilos de grãos, temos então um desperdício na conversão da proteína vegetal em animal, destinada ao consumo humano. Citando a soja como exemplo, são utilizados mil litros de água para produzir 500 gramas do grão. Ou seja, mais de 20 mil litros de água a mais, são necessários para obter a mesma quantidade de carne animal. Devemos ainda lembrar que, a maior parte da produção de soja é destinada ao gado.

Estes são apenas dados de alguns dos impactos ambientais que o comércio da carne gera.

A Floresta Amazônica é um bom indicador de que é preciso repensar hábitos herdados de nossos antepassados. “Entre 1966 e 1983, quase 40.000 milhas quadradas de floresta amazônica foram desmatadas para desenvolvimento comercial. O governo brasileiro estima que 38% de toda floresta tropical destruída durante este período pode ser atribuída ao desenvolvimento pecuarista de grande escala, que beneficia poucos fazendeiros” (dados retirados do site da Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB).

O desmatamento, especialmente na Amazônia, e a queima da cana de açúcar são fatores preocupantes principalmente na relação com o aquecimento global, pois respondem por aproximadamente 70% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, de acordo com a organização não-governamental Iniciativa Verde.

Segundo cálculos extraídos do artigo “Consumo de carne degrada o meio ambiente²”, do médico Márcio Bontempo, se a ingestão deste alimento não for reduzida em pelo menos 20% no Brasil, até 2020 poderemos contar com o total desaparecimento da mata atlântica.

Além disso, em áreas de pastagens, cerca de 30 espécies vegetais são destruídas, além de 100 espécies de insetos e dúzias de aves, mamíferos e répteis.

Estes indícios, que a princípio parecem ser um tanto confusos e sem conexão, podem afetar nosso cotidiano mais do que se imagina.

Dados do site da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estimam que a cada segundo, uma área de floresta tropical equivalente ao tamanho de um campo de futebol é destruída no mundo para produzir 257 hambúrgueres.

Será que o preço pago pelo planeta para a carne nossa de cada dia compensa?

Vale lembrar que estes dados resultam do atual contexto do mercado de exploração que envolve o comércio da carne, forçosamente mantido por grandes interesses. Questões de tratamento ético dado aos animais e de saúde humana fazem parte de um contexto ainda maior neste negócio rentável.

1 - Fonte: Dr. Roberto Luiz do Carmo, sociólogo e doutor em demografia, pesquisador do Nepo, Núcleo de Estudos de População (Nepo), da Unicamp.
2 -
http://www.portalverde.com.br/alimentacao/carne/carta_bontempo.htm

* Elen Lima é estudante do 7º semestre de jornalismo do ISCA Faculdades.



Escrito por Murillo às 09h34
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Por que cursar Ciências Sociais? - Crítica à maturidade acadêmica

por Tiago Mazeti *

 

É fato que as ciências sociais se configuram hoje como a superação da hipocrisia, alternativa crítica ao senso comum e, claro, como um conjunto de ciências extremamente humanista que visa à resolução das dificuldades sociais do homem. Para tanto, é necessário ao estudante de ciências sociais despir-se de sua própria hipocrisia, deixar de contribuir para com o senso comum, em sua palavra e em sua conduta. Isto significa transcender aquilo que somos enquanto indivíduos inseridos numa conjuntura mundial, ou seja, transformar a humanidade numa sociedade mais humanista, que agregue e não exclua, que coopere e não explore, que respeite e não marginalize.

 

O esforço dispensado por nós, futuros sociólogos, tem de objetivar uma postura acadêmica para fortalecer nosso caráter profissional e nossa maturidade pessoal. Esta preocupação parece-me imprescindível para que tenhamos uma formação sólida que nos possibilite embasar metodologicamente nossas críticas, afirmações e análises.

 

Todavia, ainda hoje, podemos perceber em um curso de ciências sociais uma enorme debilidade no que concerne à maturidade acadêmica, ou talvez sua inexistência, quando os estudantes se negam a discutir uma ementa de aula, ou até mesmo a grade curricular de seu próprio curso, de forma organizada, tendo como princípios fundamentais a ética acadêmica, a reciprocidade de respeito e o livre direito de expressão, desde que o façamos sem esquecermos que estamos em uma faculdade cujo curso possui demandas teóricas específicas.

 

A idiossincrasia deste curso não abarca de maneira alguma infantilidades que em nada contribuem a interação dos estudantes, para com o processo de maturação dos debates e com a produção do conhecimento em sala de aula. Sejamos nós weberianos, positivistas ou marxistas, nossas discordâncias têm de ser resolvidas de forma acadêmica e dentro da sala de aula, com o máximo de estudantes possível, não esquecendo que, ao tentar refutar a ideologia alheia, estamos criticando, antes de mais nada, idéias e não somente pessoas.

 

Mas qual seria a finalidade disto? Simplesmente provar que eu enquanto indivíduo estou correto e o outro não? Que eu detenho a razão absoluta?

 

Quando Albert Einstein foi indagado sobre a possibilidade de aplicar na prática sua teoria da transformação da matéria em energia, respondeu: “Isso equivale a atirar em pássaros num bosque com poucas árvores e no escuro total”. Anos depois, a humanidade perceberia, de forma drasticamente desumana, que Einstein estava errado. Contudo, um bom cientista não responde a uma questão como se o que fosse dizer correspondesse a uma verdade única e intransponível. Essa é a postura ideal para quem se pretende cientista em qualquer âmbito. Ouvir o outro (o contraponto) para depois debater, tendo como objetivo o avanço científico. Com isso, ao invés de isolarmos covardemente a contraposição, devemos aproximar os pontos de vista.

 

Esta meta aponta inexoravelmente para a consolidação da maturidade acadêmica, o que, de forma alguma, deve ser encarado como uma tarefa fácil. É a via mais árdua. Porém, se o que buscamos não é isso, não é a superação da futilidade humana, do descaso à falta de justiça social, com base na seriedade que a vida universitária exige, então pra que estudar ciências sociais?

 

* Tiago Mazeti é estudante do 5º semestre de Ciências Sociais do ISCA Faculdades e presidente do Diretório Acadêmico Vinte de Maio.



Escrito por Murillo às 09h25
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Uma verdade inconveniente

Nesse documentário, Al Gore (que já foi ex-futuro presidente dos Estados Unidos da América) exibe sua incansável e longa campanha ambiental. Seu objetivo é alertar a todos sobre os efeitos do aquecimento global e apontar as principais causas desse fenômeno que, gradativamente, vem alterando o comportamento de nosso ecossistema.

Mais do que uma simples campanha ambiental, é uma cutucada nas relações político-econômicas estabelecidas pelos principais (se não únicos) causadores desse problema: os seres humanos. Esses homens, apesar de suas máquinas fantásticas, ainda se baseiam na equação Economia x Planeta Terra para continuar a reprodução de seu capital e deixar toda questão ambiental para um outro momento.

 

Apoiado em dados científicos atualizados, Gore mostra como a verdade a respeito das políticas de preservação podem ser manipuladas por aqueles que detêm o poder.



Escrito por Murillo às 09h20
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Conversa de mão

Produzir pensando
pensar produzindo
pensando a produção

Mais do que uma conversa, é uma gritaria que gera uma overdose de sinapses.



Escrito por Murillo às 15h54
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